Um pouco sobre a história

 

Encontramos na literatura especializada que as iniciativas voltadas para a Educação Especial tiveram seu início no ano de 1854. Mais de um século e meio se passou e ainda não podemos ver pessoas deficientes usufruindo de seus direitos civis, inerentes ao exercício da cidadania.

O que acontece com os discursos apregoados nas letras das leis, sejam eles expressos através das Constituições Federais ou das Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional? Por que não efetivam suas propostas em ações concretas e, dessa forma, não legitimam o ingresso da pessoa com  deficiência na vida comunitária?

Passamos, historicamente, de uma política educacional de reconhecimento da importância da escola de Educação Especial para o atendimento dos alunos com necessidades educacionais especiais, objetivando a integração social dos mesmos, para uma política de inclusão escolar, sustentada pelas leis federais e educacionais. Constatamos e continuamos a constatar, no entanto, a segregação dos alunos, pois até então nenhuma dessas políticas tem assegurado a esse aluno condições plenas para o seu desenvolvimento, respeitando a diversidade da condição humana.

Por muito tempo a Educação Especial brasileira desenvolveu um trabalho com enfoque no assistencialismo, organizando os programas escolares para o preenchimento de lacunas, com ênfase nos aspectos patológicos e deficitários. Essa forma de educação segregou, e por vezes ainda segrega.  

Nos últimos anos, através de vários movimentos internacionais, a questão da integração do aluno com necessidades educacionais especiais voltou à baila. Hoje a sociedade e boa parte dos profissionais entende que a inclusão do aluno vai acontecer de forma efetiva se, e somente se, esse aluno frequentar a escola regular. O cenário nesse caso, também, continua sendo marcado pela segregação, porque além de faltar uma estrutura educacional sólida para toda a população brasileira, muitos alunos com “determinadas deficiências” não podem ser atendidos em suas peculiaridades e necessidades concretas.

Portanto, em pleno século XXI, a segregação e a marginalização do aluno com necessidades educacionais especiais continuam acontecendo,  porque o que historicamente assistimos é uma grande dicotomia entre o que é proposto e o que efetivamente acontece na prática.

Nossa concepção de educação especial

O Núcleo – Aprendizagem e Desenvolvimento deseja contribuir com ideias e ações que possam estender o curso dessa história, na medida em que pretende buscar a articulação entre discurso e ação, através de uma ressignificação da concepção de escola de Educação Especial.

Não nos interessa o modelo médico-pedagógico como norte para a organização da estrutura de trabalho a ser desenvolvida. Acreditamos sim, que o trabalho desenvolvido no âmbito educacional, dos alunos com necessidades educacionais especiais deva ter como mola propulsora experiências que contribuam na condição de SER desse sujeito; no compasso de seu desenvolvimento cognitivo e sócio afetivo.

Compreendemos que a escola de Educação Especial não está a serviço da segregação do aluno, quando busca não compará-lo com a pessoa normal, aceitando e reconhecendo as diversas peculiaridades existentes em qualquer ser da espécie humana. A não negação da deficiência irá possibilitar que o trabalho da escola de Educação Especial esteja voltado para uma busca incessante de melhores condições de ensino-aprendizagem.

Desta arte, o Núcleo – Aprendizagem e Desenvolvimento busca o cumprimento de um compromisso de entender que é na diversidade humana que podemos, educadores e alunos, ressignificar nossa condição humana. O processo ensino-aprendizagem, portanto, é o próprio processo de constituição do ser humano, caminho possível na realização de um trabalho com compromisso.

 

 

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