Pessoas podem utilizar cadeiras de rodas para se locomover por diversos motivos.

A mobilidade garantida pelo equipamento não deve ser motivo de mal-estar ou ofensas, mesmo que sem intenção.

Para lidar com o tema com a devida naturalidade, veja algumas dicas.

RESPEITO

O primeiro passo é ter em mente que pessoas com diferentes condições podem precisar do equipamento. Seja alguém com alguma questão de saúde que o impeça de ficar em pé por longos períodos, como os cardíacos, seja por uma paralisia ou problemas diversos de restrição motora.

Ter curiosidade sobre o motivo é natural, mas o respeito deve vir na frente. Antes de perguntar, tenha certeza de ter a proximidade necessária para esse tipo de questão e, quando for efetivamente formalizá-la, tente adicionar um qualificador no início, como "Você se incomoda se eu perguntar por que você usa uma cadeira de rodas?".

Outro ponto importante é a quem a pergunta é dirigida. Enderece seu questionamento ao cadeirante, e não a quem eventualmente o esteja acompanhando. É claro que incluir esta pessoa na conversa é importante, mas deve estar em segundo lugar.

Caso seja uma conversa mais longa, sente-se. Para uma pessoa em cadeira de rodas pode ser fisicamente dolorosa a posição de olhar para quem está em pé.

O contato físico também deve ser avaliado criteriosamente, de forma a preservar o espaço pessoal. Não toque a pessoa que está na cadeira sem seu consentimento. Pequenos tapas ou inclinar-se sobre o equipamento podem ser formas desrespeitosas de aproximação. Pense na cadeira como a extensão do corpo da pessoa e não a toque se não for necessário ou consentido.

DEFERÊNCIA

Ao acompanhar uma pessoa em cadeira de rodas, esteja atento ao ambiente. Procure rampas de acesso, elevadores, portas laterais e banheiros acessíveis.

Durante o trajeto, caso encontre dificuldades, pergunte à pessoa se ela tem alguma sugestão de como transpor eventuais barreiras.

Ao participar de um evento, certifique-se de que se trata de um ambiente com acessibilidade. Isso significa portas com largura adequada, banheiros com barras, rampas e superfície adequada para que o equipamento seja movido facilmente.

Em espaços públicos como shows, esteja atento para respeitar as áreas destinadas a esse público, como vagas de estacionamento, barracas de atendimento, superfície elevada e banheiros. É essencial que esses espaços só sejam utilizados por cadeirantes e seus acompanhantes.

O mesmo vale para shoppings e supermercados, por exemplo. Esteja atento aos usuários de scooters/cadeiras de rodas e tente manter-se de um lado ou do outro do corredor. Compartilhe o corredor; ande como quem dirige.

No estacionamento, evite parar ao lado de uma van com placa de deficientes físicos que pareça estar longe de outros veículos. Isso porque o ocupante do veículo e seu acompanhante podem precisar de espaço para manejar o equipamento ou a rampa. Nem todas as vagas dispõem do espaço necessário para acomodar a rampa e, por isso, os carros podem ser estacionados em áreas mais distantes.

Ser solícito é um predicado incrível, mas, antes, tenha certeza de que a pessoa em cadeira de rodas quer a ajuda oferecida. Isso porque muitas dessas pessoas podem ter independência e familiaridade no trato com o equipamento. Na dúvida, pergunte antes: "Gostaria que eu abrisse a porta para você?", “Quer que eu segure o elevador?”. Nunca mova a cadeira sem o consentimento do usuário.

CORTESIA

Se você estiver encontrando uma pessoa que usa cadeira de rodas pela primeira vez, cumprimente-a como faria com qualquer outra pessoa, com um aperto de mãos, por exemplo. Isso vale também para pessoas com membros protéticos. Caso o gesto seja recusado, não tome como pessoal. A rejeição pode ser apenas preocupação em relação ao ato físico e não tem nada a ver com você.

A conversa deve seguir o fluxo natural. Não altere termos para evitar referências a andar ou correr. As mudanças de linguagem podem apenas tornar a conversa estranha. A maior parte das pessoas que utilizam cadeiras de rodas não reconhece ofensa nesse tipo de frase.

Por fim, evite fazer piadas ou comentários sobre a cadeira de rodas da pessoa. Pessoas em cadeiras de rodas podem ser provocadoras. Por mais amáveis ​​que sejam, as piadas podem ser excessivas. Essas observações servem apenas para desviar a atenção da pessoa e redirecioná-la para a cadeira de rodas.

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